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Todos são unânimes em reconhecer a importância e a necessidade do culto infantil. É indubitável que a criança precisa praticar o "culto racional", entendido como tal, para os fins aqui especificados, aquele que corresponde às peculiaridades e capacidade de compreensão e participação dos infantes.
Quanto à idade é de se destacar inicialmente que deve haver distinção entre os enfoques e metodologias em relação às crianças bem menores e as que estão em maior grau de desenvolvimento físico-psíquico, essa é uma recomendação básica da Pedagogia.


Já no que tange à idade limite para a participação no culto infantil, não é fácil, senão impossível, estabelecer um critério absoluto, porque há diferenças a considerar no que se refere a aspectos sócio-econômicos e regionais e até de uma para outra criança. Todavia, de maneira geral, a partir de uma determinada idade, constatado certo grau de discernimento, pode-se questionar da própria criança para que tome a decisão, ela se sentirá valorizada e respeitada.
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Mas isso deve ser feito com cuidado por pessoa idônea, sem sugestão, porém com encaminhamento seguro.
Não se pode descartar também que até as crianças menores podem ser instadas a opinar, levando-se em conta o quanto o trabalho está suprindo suas necessidades e lhes trazendo satisfação, ocasião em que o interesse e a motivação poderão ser aferidos e a causa de evasão e "fuga mental", quando se está apenas de corpo presente, poderá ser identificada.

Sobre os aspectos levantados acima, saliente- -se que essa é uma boa oportunidade para a aferição da qualidade do trabalho infantil. Essa possibilidade jamais poderá deixar de ser considerada, haja vista que o trabalho deve efetivamente cumprir os seus propósitos. De outra forma a sua utilidade seria explorada de maneira aquém às suas possibilidades, ou, em casos extremos, até mesmo estaria apenas tomando tempo, esforços e recursos da igreja.



Ainda no que se refere à idade, o Estatuto da Criança e do Adolescente considera criança a pessoa com até doze anos incompletos (art. 2o), esse é um critério considerado válido pelo legislador para as finalidades do estatuto, porém, para efeito de integração no culto infantil é importante considerar o desenvolvimento físico ou mental da criança.
Por fim, o ponto principal a se verificar diz respeito aos motivos que fundamentam a participação no culto infantil e as finalidades desse trabalho nas igrejas.

Desde que eles deixam de ser determinantes em relação a uma criança em específico, considerando-se os aspectos da idade e desenvolvimento mental, não há porque ela permanecer no culto infantil.

Do contrário torna-se improdutivo e ela terá a sua formação cristã e teológica prejudicada, bem como terá prejuízos em seu amadurecimento espiritual e no seu crescimento à estatura de varão perfeito e à medida completa de Cristo, conforme preleciona o apóstolo Paulo (Ef. 4.13).

Por: Jenisvaldo Oliveira Rocha
Ensinador cristão – N°61

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