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Um famoso escritor escreveu certa vez: "Antes que um orador enfrente seu auditório, deve escrever a um amigo e dizer-lhe: 'Vou fazer um discurso sobre este tema, e quero enfocar os seguintes pontos.' Deve, então, enumerar a ordem dos pontos sobre os quais vai falar, e resumi-los. Se esse orador descobrir que não tem nada de que tratar no discurso, é melhor que diga depressa a quem o convidou que a iminente morte de sua avó o impede de aceitar o convite."
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Esse é um modo bem-humorado de dizer que não devemos nos atrever a falar a um auditório sem preparar-nos de modo suficiente. É conselho aplicável ao ensino na Escola Dominical. Uma lição bem preparada inclui não somente o conhecimento da matéria que o professor vai ensinar, mas também o "como", a maneira de ensinar. Supondo que você esteja bem preparado, bem provido de dados e informações, terá sempre de perguntar-se: "Como vou transmitir estas verdades à classe? Só eu falarei? Farei perguntas para motivá-los? Pedirei que façam alguma pesquisa, ou trabalho?" Em outras palavras: "Que método usarei?"

Existem muitas formas de ensinar uma lição, assim como há muitas maneiras de entregar mercadorias aos fregueses. Por exemplo, alguém pode entregar pessoalmente a mercadoria; ou pode chamar o cliente por telefone e pedir-lhe que venha buscá-la. O método mais eficiente depende do tema, das condições dos alunos, da habilidade do professor e de outras circunstâncias.

Classificaremos os métodos de ensino da seguinte forma: 
(1) métodos que jogam a carga de trabalho sobre o professor; (2) métodos que põem grande parte da carga sobre a classe; (3) métodos pelos quais o professor e a classe interagem em cooperação.

I - O PROFESSOR TRABALHANDO
Nos métodos seguintes a carga do trabalho recai sobre o professor.

l. O professor faz dissertações
Neste método o professor apresenta a lição quase da mesma maneira que o pregador pronuncia seu sermão: ele fala e a classe ouve. Este método tem vantagens e desvantagens. Dá ao professor o tempo necessário para ensinar a lição toda, de modo definido e sistemático, a pessoas muito ocupadas que não têm ou não procuram tempo para estudar a lição. Este método é bem adequado quando a classe é tão grande que as perguntas e discussões impediriam uma apresentação completa da lição.

E claro que quem usa este método de dissertação deve ser orador apto e eloquente, capaz de reter a atenção e o interesse da classe; de outra maneira alguns se distrairão e outros dormirão. É método deficiente, pois não estimula o aluno a agir. Trata-se de uma classe passiva cujos alunos se limitam a ouvir.

2. O professor narra
Para os alunos das classes infantis a lição inteira consiste em histórias narradas pela professora. Narração é a forma em que as verdades espirituais podem ser assimiladas melhor pelas mentes das crianças. Nos departamentos de jovens e de adultos, este método deve ser usado quando a lição focaliza acontecimentos bíblicos, pois uma história bem narrada é um método seguro de despertar e reter a atenção.

Todo professor deve cultivar a arte de narrar histórias. Deve ser capaz de imaginar a vida nos tempos bíblicos, rever as cenas, caminhar entre as pessoas, ouvir suas conversas, compreender seus costumes, e depois descrever vividamente o que viu. Desta maneira a história bíblica chega a ser uma realidade para seus ouvintes.

Quanto aos elementos doutrinários, que dificilmente poderiam ser ensinados de forma narrativa, o professor deve esclarecer as doutrinas mediante ilustrações coerentes e histórias bem narradas. Se você perceber que está conduzindo sua classe a um deserto árido, por causa da secura de sua exposição, procure salvar-se e recuperar o interesse dos alunos mediante uma ilustração interessante relacionada à lição.

II - O ALUNO TRABALHANDO
Uma das suas tarefas fundamentais, como professor, é conseguir que o aluno pense por si mesmo. Faça que o aluno use suas faculdades, desperte-lhe a capacidade de apreciar o que vê e ouve. Por isso, o professor não deve dizer ao aluno o que este pode descobrir por si. Um dos melhores métodos para pôr em prática o princípio das atividades feitas pelos próprios alunos pode-se definir como o método da atribuição de tarefas. Terminada a lição de hoje, o professor dedica algum tempo à próxima lição. É quando ele dá algumas tarefas a cada aluno. Um vai responder a certas perguntas. Outro desenvolverá um tema. 

Outro desenhará um mapa. Este método exerce um efeito psicológico salutar sobre o aluno: Faz que ele compreenda que o professor conhece seu trabalho e que se interessa por fazê-lo; além disso, dá a todos a satisfação do êxito do empreendimento.

"Mas como posso conseguir que o aluno colabore e estude?" Esta é uma pergunta que surge ao considerarmos este método. Apresentamos as seguintes sugestões:

1. Ensine ao aluno como estudar
É muito provável que ele não saiba como estudar e pesquisar. Uma das lições mais úteis para o aluno é saber como estudar por si mesmo.

Não basta dizer-lhes como estudar e deixá-los — adverte o autor Suter em seu livro Creative Teaching (Ensino Criativo). — Demonstre o processo. No princípio do ano escolar valeria a pena tomar pelo menos a metade do tempo das aulas para fazer exercícios demonstrativos. Reúna os alunos ao seu redor e (liga: 'Vou fazer de conta que sou um de vocês e que vou estudar e preparar a lição.' Passe então pelo processo de estudo, passo a passo, sem omitir nada.

Use cada livro, caderno, papel ou apostila, exatamente como o aluno faria. Quando chegar o momento de ler as passagens assinaladas, leia-as em voz alta (temos aqui a única diferença entre o que você faz como demonstração e o que o aluno faz em casa). Onde se pede que se escreva, faça o exercício escrito. Em outras palavras, faça uma demonstração completa e explique, enquanto a faz, as razões por que se deve fazer cada atividade, e a melhor maneira de executá-las todas."

Um destacado escritor e professor de Escola Dominical com ampla experiência, Amos R. Wells, referindo-se a seu trabalho didático, disse que se pudesse começar tudo de novo faria o seguinte: "Pensaria menos no que estava dando aos alunos e mais no que eles estavam recebendo. Fiz quase nada a princípio, para motivar meus alunos a estudarem. Não lhes dei trabalho para fazer em casa. Todo meu ensino era por dissertação, muito embora algumas vezes tenha usado perguntas e respostas de maneira mais ou menos disfarçada. Por isso o vento levou todo o meu ensino. Se os alunos estudassem em casa, ainda que de forma inadequada, neles se despertaria uma atenção sólida que lhes permitiria reter um ensino que eu transmitisse em classe."

2. Desperte o interesse do aluno e dê-lhe um motivo para estudar
Se desejamos persuadir um aluno a fazer uma tarefa, temos que fazê-lo sentir que vale a pena, que saber bem a lição é realmente muito importante — para ele. O professor, como bom vendedor, tem que criar necessidades que seu produto satisfaça.
Em vez de dar tarefas de uma maneira geral à classe inteira, dê uma tarefa definida a cada aluno e faça-o responsável pelo trabalho.

3. Peça ao aluno que apresente a lição oralmente
Faça o possível para que seu aluno apresente o trabalho a ele designado; de outra maneira chegará a ser negligente e dirá: "Para que fazer lição de casa e estudar se o professor não exige que se apresente a lição? e nem mesmo vê?"

"Mas a aula não ficará monótona se consistir somente de dissertações da parte dos alunos?" Esta é uma pergunta que surgirá em relação a este método. É conveniente que o professor faça dissertações entre as respostas, e desenvolva a lição de maneira interessante. Se comparamos uma aula com a construção de uma casa, podemos perceber que a tarefa do professor, bem como as tarefas dos alunos, é como a edificação de uma casa, passo a passo, setor por setor. O aluno dá sua resposta, apresenta seu trabalho; o professor complementa o que o aluno fez, comentando e, se necessário, corrigindo, desenvolvendo a lição preparada pelos alunos.

III - O PROFESSOR E O ALUNO TRABALHANDO JUNTOS

l. O método de perguntas, ou interrogativo
Neste método o professor estimula os pensamentos dos alunos usando perguntas inteligentes que os façam pensar. Na realidade ele "educa" a classe tirando da mente dos alunos os fatos principais da lição. Este é um dos métodos mais interessantes porque retém a atenção dos ouvintes e os mantém ativos. Este método também ajuda o professor, tirando de seus ombros o trabalho de dissertar; sua tarefa se parece com a de um capataz que dirige a construção de um edifício.

Embora este método seja considerado um dos melhores, pela pedagogia moderna, tem seus perigos. Os alunos podem sair do assunto da lição e, quando não estudaram bem a lição em casa, as respostas podem ser superficiais. Os alunos preguiçosos podem converter a aula em conversação inútil. Também existe o perigo de empregar-se demasiado tempo na discussão de alguns detalhes menores, ou de alguma questão que não pertence à lição, e assim distanciar-se do tema. Entra em cena a habilidade do professor, que deve estar atento para que as perguntas sejam pertinentes e bem formuladas. O professor provoca o diálogo através de perguntas inteligentes, evitando que haja desvios do tema da lição.

2. O método de perguntas e dissertações
Este método é uma combinação dos métodos de apresentação de pequenos tópicos e o de perguntas. O professor assinala as tarefas definidas a cada aluno, e desenvolve a aula mediante uma discussão em que pede a cada aluno a tarefa de casa. Desde que a aula não seja muito extensa, e que os alunos tenham sido estimulados a estudar, este é o método mais eficaz. Para adultos, o método de perguntas é o mais interessante.

Myer Pearlman - Ensinando com Êxito na Escola Dominical, Ed. Vida

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