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Obs. Este artigo é um subsídio para a lição bíblica da classe de Adultos.
A primeira referência bíblica sobre Jacó, fala do seu nascimento com seu irmão gêmeo, onde Jacó nasce agarrado no calcanhar de Esaú (Gn 25.26). Já a última referência de Jacó, ele é citado como um Homem de Fé e que abençoa (Hb 11.21). A vida de Jacó é um exemplo claro de que Deus liberta um enganador e o transforma em um servo abençoador e cheio de fé.
Leituras sugeridas – Clique e leia:
I – JACÓ, O ENGANADOR QUE FOI ENGANADO
Antes de seguirmos a diante, sobre a vida de Jacó, vejamos um resumo geral de sua vida.

1. O nome de Jacó.
a) O significado do nome.
O nome “Jacó’ ocorre na bíblia sagrada, cerca de 376 vezes”. Ele nasceu quando o seu pai já estava com 60 anos de idade. No momento em que nasceu Jacó segurava o calcanhar de seu irmão (Gn 25.26).
O nome "Jacó" vem de uma palavra hebraica (ya‘aqob) que significa ‘que Deus proteja’ ou ‘Deus protege’; mas pelo fato de soar como as palavras aqueb ("calcanhar") e aqab ("espreitar" ou "surpreender"), seu nome transformou-se num apelido: "ele agarra meu calcanhar" ou "enganador".

Sendo assim, podemos resumir dizendo que o nome Jacó além de significar “aquele que segura o calcanhar ou ‘ pegar pelo calcanhar, também quer dizer“ enganador. Quando Jacó tomou para si a bênção que seria dada a seu irmão mais velho, Esaú afirmou que Jacó havia recebido o nome justo, “pois já duas vezes me enganou” (Gn 27.36).
Então disse ele: Não é o seu nome justamente Jacó, tanto que já duas vezes me enganou? A minha primogenitura me tomou, e eis que agora me tomou a minha bênção [...] (Gn 27.36)”.

b) O significado de seu irmão Esaú.
O nome "Esaú" provavelmente significa "peludo". Ele também tinha um apelido: "Edom", que quer dizer "ruivo" e refere-se à cor do seu cabelo e à sopa de lentilhas que Jacó lhe vendeu (Gn 26.25,30).

Os edomitas - descendentes de Esaú (Edom) – construíram sua nação no monte Seir (Gn 36.5-8), na extremidade sudeste do mar Morto, e foram inimigos constantes dos israelitas. (Durante o reinado de Davi, os edomitas eram súditos de Israel, mas quando Jorão era rei de Judá, rebelaram-se e conquistaram sua liberdade 2 Rs 8.20-22).

2. Jacó, o enganador.
Em certa ocasião, Jacó usou a sua habilidade de cozinhar e convenceu seu irmão a vender a sua primogenitura [A vantagem que tinha o primogênito sobre os demais irmãos na sucessão ou herança dos pais] (Gn 25.29-34).
Ele aproveitou, que Esaú chegou do campo com muita fome e exausto e, comprou o direito de primogênito, o qual pertencia a Esaú, a moeda de troca foi: pão e ensopado de lentilhas (Gn 25.33-34 -KJA).

Em outra oportunidade e instruído por sua mãe, Jacó se utiliza da cegueira do velho Isaque e se faz passar por Esaú, a fim de ser abençoado pelo seu pai (Gn 27). Jacó ouviu a sugestão de sua mãe e seguiu seu plano para enganar seu pai e ele recebeu a bênção que seria dada a Esaú, o primogênito (Gn 27).

Embora Isaque, no leito de morte, estivesse em dúvida e suspeitasse de algo, em sua cegueira deu a Jacó sua bênção. Pouco depois Esaú voltou da caçada e Isaque deu-se conta de que havia sido enganado, mas a bênção não poderia ser desfeita.

Uma vez que a bênção de Isaque era irrevogável, como o sublinha a Bíblia (Gn 27.33), Jacó tomou-se o portador da promessa de Deus e o herdeiro de Canaã (Rm 9.10-13), e a Esaú coube à área menos fértil conhecida como Edom.

3. Jacó, o mentiroso.

a) A primeira mentira de Jacó.
Isaque pediu que ele se identificasse porque não podia ouvir bem? Provavelmente não (Gn 27.22). É possível que estivesse desconfiado, pois não esperava que Esaú voltasse tão rapidamente da sua caçada (v. 20). Além disso, a voz que ouviu não soava como a de seu filho mais velho. Foi, então, que Jacó contou a primeira mentira: afirmou que era Esaú (Gn 27.18,19).

b) A segunda, terceira e a quarta mentira de Jacó (Gn 27.19,20).
Disse ter atendido os desejos de seu pai (a segunda mentira) e, em seguida, chamou a carne de cabrito de "minha caça" (terceira mentira).

Chegou até a dar crédito ao Senhor por tê-lo ajudado a encontrar a caça tão rapidamente (quarta mentira). Não apenas mentiu sobre si mesmo, mas também sobre o Senhor! Usar o Senhor para encobrir um pecado é um passo rumo à blasfêmia.

c) Mentiu novamente sobre sua identidade e sobre seu amor (Gn 27. 21-27).
Não querendo confiar em seus ouvidos, Isaque sentiu as mãos de Jacó e confundiu a pele de cabrito com os pelos de homem, e Jacó garantiu-lhe, novamente, que era, de fato, Esaú (quinta mentira).

Depois que Isaque havia terminado a refeição, pediu a Jacó que o beijasse, e esse beijo foi à sexta mentira, pois foi um beijo hipócrita (Lc 22.48). Como Jacó podia afirmar que amava o pai exatamente enquanto o enganava?

II- CONSEQUENCIAS PARA O ENGANADOR
 
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1. Jacó, um enganador e fugitivo.
Rebeca, sua mãe, obteve de Isaque a permissão para que Jacó fugisse da ira de Esaú para sua pátria em Padã-Arã (Gn 27.41-28.5). Jacó não era mais jovem quando teve de fugir para escapar à vingança de seu irmão e encontrar uma esposa entre os parentes de sua mãe, pois foi antes disso que Esaú, com a idade de quarenta anos, se casara com uma mulher hetéia (26.34; 27.46).

Jacó, o rapaz "caseiro", não tinha mais um lar e estava começando uma caminhada de quase oitocentos quilômetros até Harã fugindo de um irmão irado. Tinha diante de si um futuro incerto, e a única coisa na qual podia se apoiar era a bênção de seu pai.

2. O enganador é enganado.
A leia da colheita havia chegado para aquele que tinha plantado engano contra seu irmão e seu pai, Isaque. Seu próprio tio Labão (irmão de sua mãe Rebeca), lhe enganaria.

Jacó combinara com o seu futuro sogro (seu tio Labão) que trabalharia por sete anos, a fim de que Labão permitisse o casamento de Jacó com sua filha Raquel.
Eis o combinado:
E Jacó amava a Raquel, e disse: Sete anos te servirei por Raquel, tua filha menor. Então disse Labão: Melhor é que eu a dê a ti, do que eu a dê a outro homem; fica comigo. Assim serviu Jacó sete anos por Raquel; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava” (Gn 29.18 - 20).

Jacó cumpriu com a sua parte do acordo com o pai da moça (Gn 29.20). Chegando o dia de Labão também cumprir com a sua parte no acordo, ele, invés de entregar moça Raquel, ele entrega a sua filha mais velha, a doente Léia (Gn 29. 17,22-30).

A versão bíblica Almeida Corrigida Fiel, diz que Lia tinha olhos tenros (Gn 29.17). Já a versão Bíblia Viva, esclarece que ela tinha os olhos enfermos (BV).

Resumindo, Jacó pensou que depois de sete anos trabalhando de graça para Labão, se casaria com a formosa e Jovem Raquel. Porém, foi enganado e teve que se casar com a doente Lia (Léia).

A fim de ter a sua amada Raquel, Jacó teve de trabalhar mais sete anos para o enganador – seu sogro Labão (Gn 29.30). Catorze anos de trabalho de graça para Labão, foi o preço que Jacó pagou pelo engano de seu sogro.

Depois de episódio do capítulo 29 de Gênesis, Labão ainda continuaria engando a Jacó. Por exemplo. Jacó passar a ser o pastor de Ovelhas assalariado por seu sogro. E Labão vê nisto oportunidade para continuar enganado seu genro e mudou o salário de Jacó em dez oportunidades (31.7,41).
“Estive vinte anos em tua casa; catorze anos te servi por tuas duas filhas, e seis anos por teu rebanho; dez vezes mudaste o meu salário (Gn 31.41 – BV)”.

A chamada lei da colheita alcançou a vida de Jacó e ainda é valida para os crentes de hoje.

Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará (Gálatas 6.7).
Jacó havia enganado Isaque, mas seu sogro, Labão, mentiu para Jacó e enganou-o. Jacó usou um cabrito para enganar o pai, e os filhos de Jacó usaram um cabrito para enganá-lo (Gn 37.29-35). O homem que enganou o pai foi enganado pelo sogro, e o homem que se passou por primogênito recebeu a primogênita como esposa.
 
III- O CARÁTER TRANFORMADO DE JACÓ

IV- GRANDES MUDANÇAS NA VIDA DE JACÓ
Continuação:
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Em sua graça, Deus perdoa nossos pecados quando os confessamos (1 Jo 1.9), porém em sua justiça, permite que arquemos com as consequências desses pecados. Isto aconteceu com Jacó, ele cometeu vários pecados, porém, depois do primeiro encontro com Deus, o seu caráter foi sendo transformado.

Não importa quantas vezes fracassamos em nossa jornada com o Senhor, podemos sempre voltar para casa, se nos arrependermos e obedecermos de coração. Foi o que aconteceu a Abraão (Gn 13.1-4), Isaque (Gn 26:17), Davi (2 Sm 12), Jonas (Jn 3.1-3), Pedro (Jo 21.15-19) e, então, com Jacó.

Continuação:

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