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Nosso credo é norteado por um sistema hermenêutico e teológico dispensacional.
O dispensacionalismo, nascido no século 19, com John Nelson Darby, na Inglaterra e popularizado, especialmente nos meios teológicos conservadores, pela Bíblia anotada por C. I. Scofield, é um sistema interpretativo onde os fatos estão concatenados.

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  • Assim sendo, no dispensacionalismo as várias conclusões escatológicas decorrem unias das outras. Por isso, a posição doutrinal escatológica de nosso cremos é compreendida sob a perspectiva do pré-milenismo dispensacionalista.

    Isto é, cremos que Cristo arrebatará sua Igreja, vindo a seguir sete anos de juízo sobre a Terra, aos quais denomina-se por Grande Tribulação, que serão sucedidos pelo literal reino milenar de Cristo.


    No arcabouço da linha escatológica supracitada encontra-se inserida a Grande Tribulação.
    O dispensacionalismo entende por Grande Tribulacão o período alusivo à septuagésima semana da profecia das Setenta Semanas de Daniel (Dn 9-24-27), sendo que cada uma destas semanas possui a duração de sete anos, assim como também ocorre em Génesis 29.27 e Levíticos 25-8.

    A septuagésima semana de Daniel se dará entre o Rapto e a revelação da Igreja e será marcada pela manifestação da ira do Senhor sobre a Terra, conforme, entre outros, os textos de Daniel 12.1; Joel 2.11; Lucas 4.21; Romanos 2.5; 1Tessaionicenses 1.10 e Apocalipse 6.16.
    Na Grande Tribulação, cenário dos juízos apocalípticos dos selos, taças e trombetas, se manifesta a ira de Deus para com os homens; revela-se o tempo que o Senhor reservou para fazer os seus ais sobrevirem à humanidade.
    E é nesse quadro de juízos e dores que se busca entender se Deus ainda manifestará sua misericórdia tornando ainda possível a salvação aos homens.

    A salvação na grande tribulação

    Analisando exegeticamente alguns textos do Apocalipse, afirma a Teologia dispensacionalista que mesmo no tempo da Grande Tribulação, o Senhor ainda manifestará sua graça salvadora à humanidade. 
    Pois, vê-se em Apocalipse 6.9-11, debaixo do Trono de Deus, os mártires que morreram por amor a Deus durante a Grande Tribulação, os quais segundo Apocalipse 7-11-14 constituíam uma grande multidão. Uma multidão de salvos constituída de judeus (Ap 7.1-8) e gentios (Ap 7.9-17). E, por fim, ainda nesse tempo haverá a salvação coletiva da nação israelita (Áp 19.11-20.6).

    Surge, por parte de alguns teólogos, a indagação acerca de como haverá salvação nesse tempo, visto que o Espírito Santo sairá da Terra para que haja a manifestação do Anticristo (2Ts 2.7).

    Pode-se afirmar que o Espírito Santo é onipresente e continuará, por meio da fé, atuando para a salvação dos homens, só que agora, embora se mantenha a Dispensação da Graça, a ação do Espírito Santo se dará " tal como no período veterotestamentário, assim como evidencia Joel 2.28-32.
    Sendo que a base dessa salvação será o único elemento capaz de perdoar pecados que é o sangue de Cristo, conforme se vê em Apocalipse 7.14; 12.10.11; 14.4.

    Devido à resistência ao domínio do Anticristo, rejeitando-se a marca da Besta, bem como pela confissão de fé em Cristo, os fiéis que alcançarão a salvação durante a Grande Tribulação sofrerão a morte como mártires. Mas, segundo Apocalipse 20.4, eles desfrutarão do gozo de ressuscitarem e reinarem com o Senhor no Milénio.
    VEJA NO VÍDEO SOBRE ARREBATAMENTO E AS RESSURREIÇÕES BÍBLICAS
    Por: PR. Jesiel Paulino
    Fonte: Rev. Resposta Fiel, ano 3, n° 9 - CPAD

     
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