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Que quer isto dizer?
(At 2.12b)
Esta foi a primeira pergunta pentecostal neotestamentária após o derramamento do Espírito Santo, no dia de Pentecostes.
Judeus e prosélitos de várias nações estavam em Jerusalém para assistir à grande festa tradicional - o Pentecostes. Havia um aspecto diferente na cidade, a qual assistiria uma vez mais à Festa das Semanas. Certamente entoava-se em Jerusalém o Salmo 122, tão conhecido nosso.

  • Lições Bíblicas Juvenis

  • Pentecostes era uma das três festas da Antiga Aliança. Essa festa se realizava após a celebração da Páscoa e, por essa razão, significa "cinquenta" (Lv 23.15-21). Cada um levava o seu "molho" para apresentar ao Senhor. Na festa do Pentecoste eram apresentadas ao Senhor as primícias das colheitas; os primeiros frutos das searas eram movidos perante o Senhor. Este é o sentido da palavra no Antigo Testamento, na dispensação da Lei, antes que a Graça e a Verdade fossem reveladas por Jesus Cristo.
    Foi no dia de Pentecostes, isto é, cinquenta dias após a Páscoa em que Cristo foi imolado como cordeiro pascoal, ressurgindo vitorioso dentre os mortos, que se realizou o maior acontecimento da história da Igreja. A partir dessa data, a palavra "pentecostes" passou a ter outra significação para o cristianismo. Passou a ser símbolo do revestimento da Igreja com poder do Céu.

    No Cenáculo, na residência dos apóstolos, quase cento e vinte discípulos (At 1.15), inclusive a mãe do Senhor Jesus, oravam pedindo o Cumprimento da promessa que o Senhor lhes fizera (Lc 24.49): o batismo com o Espírito Santo. Oravam durante 09 (nove) dias e nada aconteceu! 120 corações num mesmo ideal, aguardando a manifestação do poder de Deus para reabilitá-los a testemunhar com veemência e ousadia do evangelho de Cristo.

    Precisamente às 09 horas da manhã, e de repente, veio do céu a bênção prometida. Graças a Deus que o Pentecostes vem do céu! Todos começaram a falar noutras línguas, conforme lhes concedia o Espírito Santo: era a chegada do Consolador, o cumprimento da promessa.

    As Perguntas Pentecostais
    Primeira pergunta pentecostal: "Que quer isto dizer?" O povo da cidade não suportou o "barulhão" e correu ao Cenáculo. Uns com malícia, outros cheios de incredulidade, até que alguém, emocionado, perguntou: "Que quer isto dizer?" O Senhor não deixa pergunta sem resposta. Então Pedro levantou-se no meio da multidão e respondeu: "Isto é o que foi dito pelo profeta Joel: E nos últimos dias... derramarei do meu Espírito sobre toda a carne" (At 2.17,18).

    A resposta de Pedro à pergunta secular satisfaz aos corações sinceros, sedentos do poder do Espírito Santo, enquanto deixa os zombadores em confusão. Atualmente uns afirmam que a benção já passou. Outros dizem: "Talvez não seja para mim".

    Outros parecem crer que é apenas para as igrejas pentecostais. Mas Deus diz que é para todos, para "toda carne". Não quer dizer "todos menos você". É para "todos quantos Deus nosso Senhor chamar". Você foi chamado? Então é para você.

    Sabes que o Pentecostes é uma promessa de Jesus à Sua Igreja? Sabes que as línguas estranhas são o sinal evidente do batismo com o Espírito Santo?
    "Que quer isto dizer?" Isto é Pentecostes; é batismo com Espírito Santo. "Que quer isto dizer?" Isto é vida no altar; é o mundanismo expulso da igreja; é a preparação para a vinda de Jesus.

    Em sua igreja já fizeram esta pergunta: "Que quer isto dizer?" Não? Na igreja onde o Pentecostes é derramado e o poder do Espírito Santo é manifestado, há sempre esta pergunta: "Que quer isto dizer?" O Pentecostes (batismo com o Espírito Santo) é uma experiência real. Uma experiência se conta, se explica, se esclarece, se sente, se toca e se prova. Aleluia!

    Que faremos, varões irmãos?
    (At 2.37)
    O batismo é a condição prévia para o recebimento do dom do Espírito Santo. Mesmo assim, o batismo em águas antes do recebimento da promessa do Pai (cf. At 1.4,8) não deve ser tido como condição prévia absoluta para a plenitude do Espírito Santo, assim como o batismo no Espírito Santo não é uma consequência automática do batismo em águas.

    "Que faremos, varões irmãos?". O pecador, depois de sentir seu pecado e o coração compungido, não sabe o que fazer. O crente cheio do Espírito é diferente; ele sabe o que deve fazer. Pedro, cheio do Espírito Santo, disse: "Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo" (At 2.38).
    Este é o resultado de um sermão no qual o pregador que era somente um instrumento do Espírito Santo: pela manhã o número de irmãos era de 120 e, ao findar o dia, era de "quase três mil" (At 2.41). Multidões estão sendo despertadas pelo poder de Deus, e estão a perguntar: "Que faremos?". Amigo, qual será a tua resposta a esta pergunta? Nela há a expressão máxima do reflexo de um efeito. Sabemos que não existe causa sem efeito e nem efeito sem causa.

    Qual foi a causa que promoveu este efeito? Todas as vezes que o poder de Deus é derramado há manifestações externas. Se não tivesse acontecido nada de sobrenatural na mensagem de Pedro, também não teria havido essa pergunta pentecostal. Como os pecadores se compungirão se não "virem" e "ouvirem" a manifestação sobrenatural do poder de Deus através daqueles que pregam, que ensinam e que dirigem?

    Para que as almas possam perguntar como no dia de Pentecostes: "Que faremos, varões irmãos?", é necessário que eles vejam em nós, em nossas igrejas e em nossos cultos o poder de Deus derramado em nossos corações; é necessário que ouçam mensagens ungidas pelo Espírito Santo, onde haja glórias, aleluias, línguas e profecias.

    Assim, fique certo de que haverá quem grite: "Que faremos?" Foi assim no dia de Pentecostes, foi assim na casa de Cornélio, foi assim em Samaria e em Éfeso, como também nos grandes avivamentos da Igreja em toda a sua história. Foi assim na igreja primitiva, e tem sido no pentecostalismo moderno. Foi assim na rua Azusa, em 1906, em Los Angeles, EUA.

    No dia 18 de abril de 1906 o jornal "The Los Angeles Times" publicou um artigo sob o título "Uma Babel Estranha de Línguas". Mal sabia o repórter que estava noticiando um dos cultos mais importantes da Igreja Cristã no século vinte, culto este que teria repercussões ao redor do Mundo. Todos os historiadores do pentecostalismo são unânimes em dizer que o derramamento do Espírito Santo naquela igreja humilde de negros da rua Azusa marcou o início dos movimentos pentecostais.

    Orando numa igreja pentecostal perto de Chigago, EUA, dois missionários suecos, Daniel Berg e Gunnar Vingren, ouviram a palavra "para". Eles foram à biblioteca e descobriram que Pará era um Estado do Brasil. Os dois chegaram a Belém no ano de 1910 para fundar a maior igreja evangélica na América Latina: As Assembleias de Deus. Hoje é difícil encontrar uma encruzilhada no Brasil que não tenha uma congregação das Assembleias de Deus, e nas capitais dos estados seus grandes templos atestam o vigor do pentecostalismo.
    "Que faremos, varões irmãos?" - Igrejas há nas quais ninguém faz esta pergunta, porque não tem a quem fazer, nem motivo para fazer. Mesmo que o pecador pergunte, se tu, irmão, não tiveres resposta, nada feito.

    Que faremos?
    "Arrependei-vos, 'Sedes balizados' e 'Recebereis o dom do Espírito Santo'" - eis a resposta à segunda pergunta pentecostal.
    Falam todos diversas línguas? (1Co 12.30)
    De todas as perguntas pentecostais, creio que a mais importante é esta, porque dentre os nove dons espirituais, o mais usado pelos crentes e o mais criticado pelos céticos e inimigos da obra pentecostal é o dom de línguas estranhas. Por outro lado, é o mais aplicado pelos crentes exaltados e sem doutrinas. Daí a razão principal de o apóstolo Paulo lançar a pergunta: "Falam todos diversas línguas?".
    "Há duas maneiras de destruir uma doutrina:
    1) Ignorá-la;
    2) Exagerá-la".
    "A doutrina das línguas tem sofrido críticas e é muito combatida, tanto dentro como fora do pentecostalismo, talvez por desconhecerem que é "um ministério", pois "quem fala em outras línguas, não fala aos homens, senão a Deus, visto que ninguém entende, e em espírito fala de "mistério", (1Co 14.2). E como mistério que é, faz parte da vida devocional da Igreja. "Que farei pois? Orarei com o espírito, mas também orarei com a mente" (1Co 14.15).

    Paulo procurava ensinar sobre o valor de orar em línguas; "O que fala em línguas a si mesmo se edifica" (1Co 14.4). Então não há dúvidas de que línguas estranhas é um mistério que fazia parte da vida devocional dos crentes em Corinto.
    Há muita controvérsia e muita mentira escrita contra a evidência deste precioso dom do Espírito Santo, o dom de línguas estranhas. Apesar de estar colocado em penúltimo lugar na lista dos dons (1Co 12.10), nem por isso é menos importante que os demais (1Co 14.5,39).

    Quando o crente é cheio do poder de Deus e começa a falar novas línguas, o seu entendimento fica suspenso, de maneira que o humano revestido de poder, fica dominado pela força do espírito, falando consigo mesmo e com Deus (1Co 14.2,28).
    "Falam todos diversas línguas?". "Não!" É a resposta. É certo que o crente fala em línguas quando é batizado com o Espírito Santo, como evidência, mas pode ou não receber o dom ao ser batizado. Daí o cuidado de Paulo em doutrinar a Igreja de Corinto contra os excessos, a ponto de exclamar: "É melhor falar cinco palavras com entendimento, do que dez mil em outras línguas" (1Co 14.19).

    Quando o Espírito ordena pedir os dons, é para recebermos na medida do nosso crescimento espiritual, e não por uma formalidade, ou apenas porque fomos batizados. Alguns chegam a julgar que quem não fala línguas está em pecado! Foi justamente por isso que Paulo lançou a pergunta:

    "Falam todos diversas línguas?"
    Em resposta à pergunta pentecostal, Paulo foi mais além: exigiu daqueles que se deleitavam em falar línguas que orassem para que fossem as línguas interpretadas (1Co 14.27).
    Desta maneira, não é ensinamento nem doutrina pentecostal, nem imposição do Espírito Santo que todos os crentes batizados com o Espírito Santo tenham o dom de línguas.
    Isto posto, não podemos forçar a Palavra de Deus ensinando que todos os crentes, só por serem batizados com o Espírito Santo e viverem alegres, são obrigados a viver falando em línguas. Línguas estranhas como dom é um veículo sobrenatural para falarmos a Deus em mistérios.

    A habilidade ou aptidão de falar em línguas estranhas nos vem do Espírito Santo, mas a vontade de falar em línguas é nossa. Devemos usar os dons com inteligência (1Co 12.31). Eles são dados para o bem de todos, mesmo que seja para corrigir (1Co 12.7). Os dons dependem de cuidado e zelo de quem o recebe (1Co 14.12). A língua estranha como dom não é da mente, é do Espírito Santo (1Co 14.14), Pode ser controlada, evitando excessos. Não pode ser ensinada, porque é dada por Deus (1Co 14.28).
    "Falam todos diversas línguas?" Subentende-se que Paulo não estava proibindo falar línguas, e sim doutrinando, para enfatizar que os outros dons não são inferiores nem superiores ao dom de línguas. Daí a razão precisa da pergunta pentecostal. O uso adequado dos dons de Deus é uma bênção para a Igreja e uma glória para o nome do Senhor Jesus. Amém.

    Fonte: A Trindade – IBADE/Reverberação: Subsídios EBD / Blog: sub-ebd.blogspot.com.br

     
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