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Lição Bíblica de Adolescentes
Trimestre: 3° de 2017
Editora: CPAD
Revista do Professor
Reverberação: Subsídios EBD
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TEXTO BÍBLICO
Atos 2.42 – 46; 4.32-37
Destaque
"Portanto, a fé é assim: se não vier acompanhada de ações, é coisa morta" (Tg 2.17).

LEITURA DEVOCIONAL
SEG.....................................................................Dt 15.11
TER.....................................................................Is 1.17
QUA....................................................................Jr 34.8-11 QUI...................................................................Lc 14.12-14
SEX..................................................................Mt 25.34-36
SÁB.....................................................................Sl 41.1
DOM....................................................................Tg 2.17
Objetivos
- Conscientizar o respeito de missão social como Igreja do Senhor, - Mostrar que, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, há uma preocupação com os necessitados.
- Ensinar que, como Filhos de Deus temos um compromisso com Ele e com o nosso próximo.
 
QUEBRANDO A ROTINA
Professor, reproduza o quadro abaixo. Em classe, distribua-o e converse com seus alunos, apresentando o tema da aula de hoje. Diga o quanto este assunto é atual e relevante. Reforce a ideia de que fé e ação devem caminhar lado a lado. Peça a um aluno que leia Tiago 2.17. Explique depois que a fé cristã exige ação. Nossa fé é evidenciada por intermédio das nossas obras, em seguida, peça aos alunos que citem ações que podemos realizar como Igreja de Cristo que evidenciam a nossa fé e o nosso amor cristão. À medida que eles forem falando, vá completando o quadro.
Evidenciando a fé cristã...
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Distribuindo alimento para os crentes
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ESTUDANDO A BÍBLIA
Prezado professor, a lição de hoje trata a respeito da nossa responsabilidade social. Como Igreja do Senhor, temos como missão a evangelização mundial e o serviço social. O amor de Deus em nós e o nosso desejo de servi-Lo nos leva a cumprir esta missão com dedicação. Se amarmos a Deus, amaremos o próximo. Como Filhos de Deus, temos um compromisso com Ele e com o nosso próximo. Veremos que a pregação da Palavra de Deus, o ensino da doutrina, a oração e o serviço social eram as colunas da igreja do primeiro século.

Precisamos pregar o Evangelho a toda a criatura, mas não basta pregarmos e deixarmos que as pessoas sofram com a barriga vazia. Precisamos ajudar os órfãos, as viúvas, os necessitados. Amor não se demonstra só com palavras, é preciso ação. Assim sendo, façamos o bem a todos enquanto é tempo. Vivemos num país de grandes contrastes sociais. Será que em sua classe não existem jovens carentes que necessitam do seu socorro?

A JUSTIÇA SOCIAL DIVINA
O Brasil é um país de grandes contrastes sociais. Grande parte da população ainda sofre sem ter acesso a uma educação de qualidade, moradia digna, saúde, transporte público de qualidade, emprego, etc. Existe tanta carência que foi preciso que o governo criasse vários programas assistenciais. Pagamos impostos, por isso, saneamento básico, educação de qualidade, bons hospitais são direitos nossos. No entanto, como igreja, também temos uma responsabilidade social, uma missão a cumprir. Não podemos fechar os nossos olhos para a nossa missão social e esperar que somente o governo faça a sua parte. Precisamos dar prosseguimento à obra social iniciada pelo Senhor Jesus. O Salvador se preocupava com a condição espiritual das pessoas e com as suas necessidades materiais também. Ele olhava o homem como um todo, procurando satisfazer todas as suas necessidades (Jo 10.10).

No Antigo Testamento, também havia uma preocupação com os necessitados. Temos um Deus que se preocupa com a justiça social. Em Deuteronômio 15.7-10, o Senhor ensina aos israelitas, e também a nós, que não devemos fechar a nossa mão, ou seja, precisamos agir em favor dos necessitados.
 
Deus ordenava aos ricos que não desprezassem os pobres. Como vivem os carentes em sua comunidade? O que sua igreja e você têm feito para ajudá-los? O povo de Deus não poderia deixar de atender os órfãos, as viúvas e os estrangeiros em suas necessidades (Êx 22.22; Dt 10.18; 14.29). Às vezes, não precisamos ir muito longe para encontrar pessoas carentes. Em nossa classe de Escola Dominical, temos colegas que não têm o dinheiro da passagem para vir aos cultos e ensaios, e o que podemos fazer?
Fechar os olhos diante da necessidade de nossos irmãos ou ajudá-los?
Nossa missão não diz respeito somente a pregar a salvação, pois as pessoas têm necessidades básicas como comer, vestir, ter um lugar para morar. Nossa missão é socorrer homens e mulheres no seu todo, ou seja, cuidar do corpo, da alma e do espírito.

AUXÍLIO DIDÁTICO
Professor, para introduzir o primeiro tópico da lição, faça a seguinte indagação: "Nossa missão como Igreja do Senhor diz respeito apenas a pregar a salvação?" Ouça seus alunos com atenção. Para embasar biblicamente a discussão, leia e refuta a respeito do seguinte texto: "[...] A propriedade privada é um dom de Deus para ser usado com o propósito de estabelecer a justiça social e cuidar do pobre e do necessitado. O ladrão arrependido é orientado a não mais roubar, mas sim trabalhar com as mãos e assim ganhar o sustento e ‘para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade’ (Ef 4.28). Poucos temas nas Escrituras se evidenciam de forma tão direta e clara do que as ordens de Deus para que nos preocupemos com os menos afortunados. "Aprendei afazer o bem', Deus brada, 'praticai o que é reto; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas' (Is 1.17). Através do mesmo profeta, Deus anuncia que o verdadeiro jejum não é ritual religioso vazio: 'Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto e recolhas em casa os pobres desterrados? E, vendo o nu, o cubras e não te escondas daquele que é da tua carne?' (Is 58.7). Jesus aprofunda nosso sentimento de responsabilidade, falando que ao ajudarmos o faminto, o desnudo, o doente e o encarcerado, estamos na verdade, servindo-o (Mt 25.31-46)" (COLSON, Charles; PEARCE/, Nancy. E Agora, Como Viveremos? 1. ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2000 pp. 454,55).

JUSTIÇA SOCIAL NO NOVO TESTAMENTO
Jesus, o Filho de Deus, sempre olhou atentamente para os pobres. Quando Ele veio ao mundo, a Palestina enfrentava graves problemas sociais e econômicos. Muitos procuravam a Jesus para ter o que comer (Jo 6.26); porém, Ele acolhia a todas as pessoas, sem fazer distinção alguma. Cristo expulsava os demônios, curava os enfermos, anunciava a mensagem da salvação e ajudava os carentes. Jesus veio ao mundo por amor (Jo 3.16). E o amor de Deus em nossos corações que nos leva a cumprir a nossa missão social. Sem amor, nada podemos fazer. É por isso que a Palavra de Deus nos ensina a buscar o amor como um dom supremo (1Co 13). O Mestre era movido pelo amor e quem tem a Jesus como Salvador apresenta um amor altruísta. Quem não se compadece dos necessitados ainda não tem o amor de Deus em seu coração (l Jo 3.17,18). Como cristãos, temos um compromisso com Jesus e com o nosso próximo (Mc 12.30,31). Não basta amar de palavras. Quem ama deve demonstrar seu amor em gestos, atitudes. Sabemos que ninguém será salvo mediante as obras sociais (Ef 2.9); entretanto, isto não é desculpa para não se fazer nada. A epístola de Tiago nos ensina que a fé sem obras é morta (Tg 2.14-26). Se tivermos fé em Deus, temos que evidenciar a nossa fé mediante as nossas ações. Não basta apenas dizermos que cremos em Deus.

AUXÍLIO DIDÁTICO
Explique aos alunos que amar ao próximo (Mc 12.31) implica em: socorrer os necessitados; serviço social; filantropia e justiça social.
"[...] O Senhor Jesus ressurreto deixou a Grande Comissão para a sua Igreja: pregar, evangelizar e fazer discípulos. E esta comissão é ainda a obrigação da Igreja. Mas a comissão não invalida o mandamento, como se 'amarás o teu próximo' tivesse sido substituído por 'pregarás o Evangelho'. Nem tampouco reinterpreta amor ao próximo em termos exclusivamente evangelísticos" (STOTT, John R. W. Cristianismo Equilibrado. 3 ed. Rio de janeiro: CPAD, 1995, p. 60,61).

A RESPONSABILIDADE SOCIAL DA IGREJA NO PRIMEIRO SÉCULO
"Vendiam as suas propriedades e outras coisas e dividiam o dinheiro com todos, de acordo com a necessidade de cada um" (At 2.45). A igreja primitiva não somente evangelizou Jerusalém e alcançou as nações do seu tempo, os irmãos também atendiam os carentes. No Pentecostes, todos foram cheios do Espírito Santo e muitos sinais e prodígios passaram a ser feitos por intermédio dos apóstolos (At 4.30). Pregação, milagres e serviço social necessitam caminhar juntos. Coisas maravilhosas aconteciam entre os crentes e os corações se enchiam de fé e muitas pessoas eram salvas (At 4.31; 6.7). Todos viviam unidos e os crentes vendiam o que tinham e repartiam o dinheiro uns com os outros (4.32). Os irmãos primitivos tinham cuidado para que ninguém passasse por privações (At 4.35). Quem tinha terras ou casas às vendiam e traziam todo o dinheiro aos apóstolos (At 4.34). Estes eram os responsáveis em distribuir os bens com os necessitados da nova comunidade. A Bíblia conta que Barnabé, homem da tribo de Levi, vendeu uma propriedade e doou todo o dinheiro (At 4.36,37). Você tem partilhado o que possuiu com os seus irmãos? Quando realmente amamos o nosso próximo, deixamos de lado todo egoísmo e oferecemos o que a pessoa necessita. Às vezes, as pessoas não necessitam somente de roupa, casa e comida, mas também de afeto, de carinho, de um ombro amigo. Você também está disposto (a) a doar afeto?

AUXILIO DIDÁTICO
Professor, leia com os alunos o texto bíblico de Atos 4.34. Em seguida, discuta o texto bíblico e faça a seguinte indagação: "Por que as ofertas eram depositadas aos pés dos apóstolos?" Para responder esta questão, leia com atenção o que nos diz Matthew Henry: "Eles o depositavam aos pés dos apóstolos, para que estes dispusessem dos valores como julgamento adequado. Provavelmente tiravam o sustento disso, pois de onde mais teriam provisão? Veja que os apóstolos recebiam os valores aos seus pés, em sinal do desprezo santo que davam às riquezas do mundo. Achavam mais apropriados que os valores fossem depositados aos pés do que em suas mãos ou no seu peito. Sendo depositado aos seus pés, o dinheiro não se acumulava, mas era repartido, por pessoas preparadas para isso, segundo a necessidade que cada um tinha" (HENRY, Matthew. 1 ed. Comentário Bíblico Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, pp. 44,45).

AVIVAMENTO E RESPONSABILIDADE SOCIAL
A igreja de nossos dias precisa de um avivamento. Necessitamos ser cheios do Espírito Santo afim de que possamos transformar a nossa sociedade mediante o poder de Deus, que é aquEle que cura, salva, batiza com o Espírito Santo e tem poder para transformar toda e qualquer realidade social e econômica. Os crentes do primeiro: século, mesmo sendo duramente perseguido pelas autoridades, mudaram a história de sua comunidade. Nós, cristãos dos dias de hoje, o que temos feito?

Quando estudamos o livro de Atos e a história da igreja primitiva, percebemos que ela estava alicerçada sobre três pilares importantes (At 2.42): a doutrina dos apóstolos, o partir do pão e as orações. Então vejamos: Doutrina dos apóstolos. Doutrina significa "ensino bíblico sistemático". Os apóstolos receberam de Jesus as verdades fundamentais da fé cristã e deveriam ensinar estas verdades aos novos seguidores de Cristo. Os cristãos do primeiro século não descuidaram do ensino bíblico, pois é essencial para uma vida cristã saudável. Atualmente, temos visto muitas heresias, muitos cristão fracos na fé, pois muitos não priorizam mais o estudo das Sagradas Escrituras. A Bíblia é a nossa regra de fé e conduta. Ela é o nosso alimento e tem poder de transformar o coração dos que a ouvem, pois a fé vem pelo ouvira Palavra de Deus (Rm 10.17). Para pregar a Palavra de Deus, precisamos conhecê-la. Então, não descuide do estudo bíblico e priorize a Escola Dominical.

Partir do pão.
Essa expressão se refere tanto à Ceia do Senhor como as refeições que faziam em comum. Como Igreja do Senhor, precisamos partir o pão material e o pão espiritual, que é Cristo, com os carentes e necessitados. A igreja não pode ficar restrita a quatro paredes. Precisamos sair e anunciar o amor de Cristo aos necessitados. Sua igreja faz a diferença na comunidade, ou ninguém sabe da existência dela?
 
Orações. Os crentes perseveraram na oração. Oração e avivamento espiritual caminham juntos. Se quisermos experimentar um grande avivamento como no dia de Pentecostes (At 1.4,5; 2.1; 3.1), necessitamos orar mais. Você tem orado por um avivamento espiritual em nossa nação?
Ore por sua vida espiritual, por sua igreja e pelo seu país. Peça ao Senhor para que envie um grande avivamento espiritual e que, como resultado deste avivamento, muitas almas sejam salvas e os carentes recebam ajuda. O que você acha da igreja construir não somente templos, como também hospitais, escolas, asilos e creches? Deixe de lado todo o egoísmo e ajude os que estão sofrendo. Lembre-se: Se somos realmente Igreja, necessitamos ser "sal" fora do saleiro.

RECAPITULANDO
Quem ama a Deus ama também o seu próximo e procura ajudá-lo em suas necessidades. A fé sem as obras é morta. Se tivermos fé, precisamos evidenciá-la mediante as nossas ações. Então, "façamos o bem a todos" (Gl 6.10) enquanto podemos. Que possamos seguir o exemplo dos nossos irmãos da igreja do primeiro século, anunciando o Evangelho de Cristo e ajudando os necessitados em suas dificuldades (At 6.1-7).

Refletindo
1. De acordo com a responsabilidade social da igreja do primeiro século, qual a responsabilidade da igreja de hoje frente aos desafios sociais?
R: A igreja tem a responsabilidade de pregar e ensinar a Palavra de Deus, bem como ajudar os carentes e necessitados.

2. Correlacione avivamento e responsabilidade social.
R: Necessitamos ser cheios do Espírito Santo a fim de que possamos transformar a nossa sociedade mediante o poder de Deus, que é aquEle que cura, batiza no Espírito Santo e tem poder para transformar o homem.
3. Qual a sua missão de vida?
R: Resposta pessoal.
Fonte: Lições Bíblicas de Adolescentes – 3° trimestre de 2017, CPAD – Reverberação: Subsídios EBD

     


 
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