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Introdução
O Santo Lugar era separado do Santo dos Santos (ou Santíssimo Lugar) por um véu fabricado em linho fino retorcido e ornamentado com desenhos de querubins. Esse véu era suspenso sobre quatro colunas. Era no santíssimo lugar que ficava a “arca” e o “propiciatório”.

I - QUEM PODIA ENTRAR NO SANTÍSSIMO LUGAR (Êx 26.31-34)?

No santo Lugar somente os sacerdotes (com exceção de Moisés) podiam entrar, enquanto que no “santíssimo lugar” somente o sumo sacerdote poderia entrar.
Só anualmente, no Dia da Expiação, o sumo sacerdote podia entrar no local separado pelo véu para levar incenso e aspergir sangue no propiciatório (Lv 16.12,15).

Não era uma questão de escolha humana - tratava-se de um mandato divino. Qualquer sacerdote que desobedecesse morreria.

Hoje em dia, o povo de Deus tem acesso à presença do Senhor por meio do sangue de Jesus Cristo (HB 10.19-25), pois ele é a nossa "propiciação".

1. O dia para a entrada no Santíssimo Lugar

A data determinada era o décimo dia do sétimo mês (Lv 16.29; 23.26-32; 25.9; Nm 29.7-11). O calendário judaico é descrito em Levítico 23 a importância do sétimo mês (que equivale à nossa segunda quinzena de setembro e primeira quinzena de outubro). No primeiro dia do sétimo mês, as trombetas eram tocadas para anunciar o começo de um novo ano (Lv 23.23-25).

O décimo dia era o Dia da Expiação (Lv 23.26-32), depois vinha a Festa dos Tabernáculos (ou Tendas), que começava no décimo quinto dia do mês e durava uma semana (Lv 23.33-44). O sumo sacerdote tinha de repetir o ritual do Dia da Expiação a cada ano, mas Jesus Cristo veio na hora certa (Cl 4.4, 5) para concluir a obra que ninguém mais podia terminar. "Se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado" (Hb 9.26). A morte de Cristo na cruz cumpriu o Dia da Expiação.

2. A expiação

O termo hebraico kapar, traduzido por "expiação", é usado dezesseis vezes em Levítico 16 e significa, basicamente, "resgatar, remover ao pagar um preço". O sacerdote colocava as mãos sobre a cabeça do sacrifício simbolizando a transferência de todos os pecados do povo para a vítima inocente, que morria no lugar deles. Expiação significa que é pago um preço e que sangue é derramado, pois uma vida deve ser dada em troca de outra (Lv 17.11).

a) A purificação no Dia da Expiação (Lv 16)
Os sacrifícios oferecidos no Dia da Expiação proporcionavam uma tríplice purificação:
ü    Para o sumo sacerdote e sua família (Lv 16.6, 17),
ü    Para o povo de Israel (v. 1 7) e
ü    Para o tabernáculo (vv. 16, 20, 33).

Os sacrifícios feitos na Terra purificavam o santuário terreno, mas o sacrifício de nosso Senhor purificou as "coisas celestiais" (Hb 9.23) com o sangue de um sacrifício mais elevado.

b) A lição do Dia da Expiação
O Dia da Expiação ensina sobre a salvação é que não pode haver salvação do pecado sem derramamento de sangue (Hb 9.22). Aqueles que rejeitam essa ideia e afirmam que querem apenas a "religião amorosa de Jesus" devem ouvir o próprio Cristo dizendo: "porque isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para a remissão de pecados" (Mt 26.28). "O Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos" (Mt 20.28).

II – O VÉU, A CORTINA DA SEPARAÇÃO


“Depois farás um véu de azul, e púrpura, e carmesim, e de linho fino torcido; com querubins de obra prima se fará” (Êx 26.31 – ACF). “[...] este véu vos fará separação entre o santuário e o lugar santíssimo” (Êx 26.33 - ACF).

1. O que era o véu do tabernáculo?
Era uma grossa cortina (10 cm de espessura) que separava o lugar santíssimo do lugar santo, tanto no Tabernáculo (Êx 26.33) como mais tarde no templo (2 Cr 3.14).

a) A utilidade do véu

ü    Ele ocultava a presença de Deus do sacerdote oficiante que diariamente queimava incenso e ministrava de outras formas no lugar santo (Êx 40.26; Lv 4.6).

ü    Quando o Tabernáculo era transportado de um lugar para outro, o véu era retirado e utilizado para cobrir a arca da aliança (Nm 4.5).
                                         
b) As duas possíveis simbologias do véu
ü    O véu que protegia a entrada do Santo dos Santos representa a corpo Cristo (Hb 10.19-22), rasgada em sua morte no Calvário (Mt 26.26; 27.50; Lc 23.45).
ü    Véu dividia os dois cômodos sagrados do Tabernáculo — o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo. Simbolizava a separação entre o homem e Deus por causa do pecado (Is 59.2).
  VÍDEO AULA  

2. O dia que o véu foi rasgado


No momento da morte do Senhor Jesus Cristo, o véu do templo de Herodes foi rasgado de cima abaixo e o lugar santíssimo ficou exposto (Mt 27.51; Mc 15.38; Lc 23,45).

“Então Jesus exclamou, uma vez mais, em alta voz e entregou o espírito. No mesmo instante, o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo. A terra estremeceu, e fenderam-se as rochas” (Mt 27.50,51 –JKA). Este acontecimento foi trágico para os judeus, mas um grande sinal para os cristãos de todos os povos, culturas e épocas: Em Cristo ficou abolida toda e qualquer separação entre o pecador arrependido (adorador) e Deus, nosso Pai (Jo 14.6). O fato de o véu ter-se partido de alto a baixo, sem contato humano, demonstra que o próprio Senhor abriu um novo e vivo caminho para Sua Santa presença (Hb 10.20; Ef 2.11-22). E muitos vieram a ser reconciliados para sempre com Deus (At 6.7).

a) Livres para entrar na presença de Deus

Como nosso Sumo Sacerdote, Cristo ressuscitado penetrou até “o interior do véu” (Hb 6.19,20), até a própria presença de Deus, para o nosso bem. Agora, nós também podemos entrar nesse lugar santíssimo em virtude do sangue de Jesus, “pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne” (Hb 10.20). “Assim como o corpo (de Cristo) foi rasgado na cruz, o véu entre Deus e os homens foi rasgado, dando acesso imediato a Deus”.
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