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Subsídio bíblico para a Escola Dominical - classe dos Adultos. Subsídio para a Lição: 1 | Revista do 4° trimestre de 2019 | Fonte: E-book Subsídios EBD Vol. 17 | VEJA aqui OS NOVOS SUBSÍDIOS.

INTRODUÇÃO
Os livros de primeiro e segundo Samuel descrevem a transição de Israel de uma liga tribal frouxamente organizada sob o governo de Deus (uma teocracia) para uma liderança centralizada sob um rei que respondia a Deus (monarquia). A vida e o ministério de Samuel em grande medida moldaram esse período de reestruturação ao indicar ele ao povo de maneira consistente o caminho de volta a Deus.[1]

PRIMEIRO LIVRO DE SAMUEL
Nos manuscritos hebraicos mais antigos, 1 e 2 Samuel eram considerados um só livro; mais tarde, eles foram divididos em dois pelos tradutores da versão grega (Septuaginta); essa divisão foi seguida pela tradução para o latim (Vulgata) e pelas traduções modernas na nossa língua e no hebraico. Os primeiros manuscritos hebraicos deram ao primeiro livro o nome de "Samuel" em homenagem ao homem que Deus usou para estabelecer o reino de Israel. Os textos hebraicos subsequentes e as versões em português chamaram o livro dividido de "1 e 2 Samuel". A Septuaginta os designou "O Primeiro e o Segundo Livros dos Reinos" e a Vulgata, "Primeiro e Segundo Reis", sendo que os nossos 1 e 2 Reis são chamados de "Terceiro e Quarto fieis".

Veja a Vídeo Aula 1

1. Autoria.
A tradição judaica atribuía a autoria de "Samuel” ao próprio Samuel ou a Samuel, Natã e Gade (com base em 1 Cr 29.29). Mas Samuel não pode ser o autor já que sua morte foi registrada em 1 Sm 25.1, antes mesmo dos acontecimentos associados ao reino de Davi. Além disso, Natã e Gade foram profetas do Senhor durante a vida de Davi, e não estariam vivos quando o livro de Samuel foi escrito.

Apesar de a tradição judaica considerar Samuel o autor do livro dividido hoje em 1 e 2 Samuel, sua autoria só se aplica aos acontecimentos ocorridos durante sua vida (1.1 —25.1). Grande parte do conteúdo dos livros, porém, se refere a acontecimentos posteriores à morte do profeta.
 
Uma vez que a morte de Samuel é descrita em 1 Samuel 25.1, ele não poderia ter escrito os livros da maneira como se encontram hoje. Porém, uma das funções do profeta era agir como historiador, e é possível que ele tenha deixado anotações ou registros que foram incorporados aos livros. Temos informações de um livro escrito por Samuel e colocado por ele “perante o Senhor” (1 Sm 10.25); em 1 Crônicas 29.29 há uma referência ao relato dos atos de Davi num livro chamado “crônicas de Samuel, o vidente”.
Apesar de a tradição judaica considerar Samuel o autor do livro dividido hoje em 1 e 2 Samuel, sua autoria só se aplica aos acontecimentos ocorridos durante sua vida (1.1 —25.1). Grande parte do conteúdo dos livros, porém, se refere a acontecimentos posteriores à morte do profeta.

Uma vez que a morte de Samuel é descrita em 1 Samuel 25.1, ele não poderia ter escrito os livros da maneira como se encontram hoje. Porém, uma das funções do profeta era agir como historiador, e é possível que ele tenha deixado anotações ou registros que foram incorporados aos livros. Temos informações de um livro escrito por Samuel e colocado por ele “perante o Senhor” (1 Sm 10.25); em 1 Crônicas 29.29 há uma referência ao relato dos atos de Davi num livro chamado “crônicas de Samuel, o vidente”.

2. Data Aproximada.
Fim do século X a.C. Os livros de Samuel não contêm qualquer indicação clara da data de sua composição. Que seu autor os escreveu depois da divisão do reino entre Israel e Judá em 931 a.C., é evidente por causa das muitas referências feitas a Israel e Judá como entidades distintas (1 Sm 11.8; 17.52; 18.16; 2Sm 5.5; 11.11; 12.8; 19.42-43; 24.1,9). 

O livro cobre um período de uns 95 anos (1.105-1.010 a.C.) e conta a história do povo de Israel desde o nascimento de Samuel, no tempo de Eli, sacerdote do SENHOR em Siló, até a morte do rei Saul. Chega ao fim o período dos juízes e começa o período dos reis do Reino Unido. A figura dominante durante todo esse tempo é Samuel, profeta, sacerdote, juiz e líder militar do povo de Israel.



1. Um Rei.
Porque Israel sofreu com sacerdotes e juízes corruptos, o povo quis um rei. Ele desejava ser organizado como as nações vizinhas. Embora contra seu propósito original, Deus escolheu um rei para eles.

O estabelecimento de uma monarquia não resolveria os problemas de Israel. Deus deseja a dedicação genuína da mente e do coração de cada pessoa. Nenhum governo ou conjunto de leis pode substituir esta regra do Senhor para o nosso coração e a nossa vida.

2. O Controle de Deus.
Israel prosperou enquanto Deus foi o seu verdadeiro rei. Quando os líderes se afastaram da lei do Senhor. Ele interveio em suas vidas pessoais e rejeitou suas atitudes. Desta forma. Deus manteve o controle definitivo sobre a história de Israel.

Deus sempre atua neste mundo, mesmo quando não podemos enxergar. Não importam as pressões suportadas por nós ou quantos desafios sejamos obrigados a enfrentar, o Senhor está definitivamente no controle da nossa vida. Ao confiarmos na soberania de Deus. Podemos enfrentar com audácia as difíceis situações em nossa vida.

3. Liderança.
Deus conduziu seu povo mediante o uso de diferentes formas de liderança: juízes, sacerdotes, profetas e reis. Aqueles a quem Ele escolheu para estes diferentes ofícios, tais como Eli, Samuel. Saul c Davi, demonstraram diferentes estilos de liderança. Mesmo assim, o sucesso de cada líder depende desta fidelidade ao Senhor, não de sua posição, estilo de liderança. sabedoria, idade ou força.

Quando Eli, Samuel e Davi desobedeceram a Deus. enfrentaram trágicas consequências. O pecado afetou suas realizações para o Senhor e o modo como alguns deles educaram seus filhos. Ser um verdadeiro líder significa permitir que Deus guie todos os aspectos de suas atividades. valores e objetivos, inclusive a forma como você educa seus filhos.[2]
 

SEGUNDO LIVRO DE SAMUEL
O segundo livro de Samuel continua a história que começa em primeiro Samuel. Os livros de 1 e 2 Samuel eram originalmente um único registro sem interrupção. Em 2 Samuel, conta-se a história de Davi, que foi rei primeiro de Judá, no Sul (caps. 1 - 4), e depois de toda a nação, incluindo Israel, no Norte (caps. 5 - 24). O reinado dele durou quarenta anos (2Sm 5.4-5), de 1.010 até 970 a.C., mais ou menos.

1. Conteúdo.
O livro revela que Davi era homem de profunda fé e devoção a Deus. Como líder, Davi foi capaz de conquistar a lealdade do seu povo. Mas ele também cometeu pecados de crueldade e violência, que o livro não esconde. No caso de Bate-Seba e Urias, quando o profeta Natã apontou a Davi os seus pecados, ele os confessou e foi castigado por Deus (11.1 - 12.25). Mas Davi foi bem-sucedido porque o SENHOR, o Deus Todo-Poderoso, estava com ele (5.10; 7.8-17; 23.1).

2. Características especiais.

Cinco fatos principais assinalam 2 Samuel.
 
(1) Descreve os eventos principais do reinado de Davi, de quarenta anos, inclusive sua tomada de Jerusalém da mão dos jebuseus, convertendo-a no
centro político e religioso de Israel. O período da sua vida situa-se exatamente entre Abraão e Jesus Cristo.

(2) O ponto crítico do livro (cap. 11) relata os pecados trágicos de Davi, envolvendo Bate-Seba e seu marido Urias. Apesar de esses pecados de Davi terem sido cometidos em oculto, foram declarados abertamente por Deus, nas diferentes faces da vida de Davi — pessoal, familiar e nacional.

(3) Embora as Escrituras declarem com destaque que Davi era um homem segundo o coração de Deus, o favor divino deu lugar ao castigo e as bênçãos de Deus à maldição depois de ele pecar, conforme Moisés advertira a Israel (Dt 28).

(4) Os capítulos 12 — 21 descrevem o efeito em cadeia, da transgressão de Davi sobre sua família e sua nação. Isso revela que o bem-estar de um povo está fortemente vinculado à condição espiritual e moral do seu líder.

(5) Ressalta a lição moral perpétua de que o sucesso e a prosperidade amiúde levam ao enfraquecimento moral que, por sua vez, leva ao fracasso moral.

3. O livro de 2 Samuel e o Novo Testamento.
O reinado de Davi nos capítulos 1—10 é uma prefiguração do reino messiânico de Cristo. O estabelecimento de Jerusalém como a cidade santa, o recebimento do gracioso concerto davídico  da parte de Deus e a promessa profética de um reino eterno, apontavam para o perfeito “Filho de Davi”, Jesus Cristo, e seu reino presente e futuro conforme revela o NT (Is 9.7; Mt 21.9;  22.45; Lc 1.32,33). Para compreender melhor a aplicação no NT com relação a Davi, ver a introdução a 1 Samuel.

ASSUNTOS PRINCIPAIS EM 2 SAMUEL

1. Crescimento do Reino.
Sob a liderança de Davi. o reino de Israel cresceu rapidamente. Esse crescimento
trouxe muitas mudanças: de uma independência tribal para um governo centralizado: da liderança dos juízes para uma monarquia: de uma adoração descentralizada a uma adoração centralizada cm Jerusalém.

Não importa a dimensão de nosso crescimento ou as muitas mudanças que experimentemos; Deus sempre proverá aquilo que necessitamos se o amarmos e se respeitarmos profundamente os seus princípios. A obra de Deus, feita à maneira de Deus, nunca deixa de receber seu suprimento de poder e sabedoria.

2. Grandeza Pessoa!
A popularidade e a influência de Davi tiveram um enorme crescimento. Entendeu que o Senhor era a causa de seu sucesso, pois desejava derramar sua bondade sobre Israel. Davi considerava os interesses de Deus como mais importantes que seus próprios interesses.

Deus derrama gratuitamente o seu favor sobre nós devido â obra que foi realizada por Cristo. Deus não considera a grandeza pessoal como algo a ser usado apenas para interesses próprios, de maneira egoísta, mas como um instrumento para realizar a sua obra entre o seu povo. A grandeza que devemos almejar é amar aos outros assim como Deus nos ama.

3. Justiça.
O rei Davi demonstrou igual justiça, misericórdia e imparcialidade tanto para com os familiares de Saul. os inimigos e os rebeldes. como para os aliados e amigos mais chegados. A justiça de seu governo estava fundamentada cm sua fé e em seu conhecimento de Deus. A perfeita natureza moral de Deus é o verdadeiro padrão de justiça.

Embora Davi tenha sido o mais justo de todos os reis de Israel, ainda assim era imperfeito. Seu senso de justiça oferecia a esperança de um reino celestial, ideal. Essa esperança nunca será satisfeita no coração do homem até que Cristo, o Filho de Davi, venha reinar para sempre, em perfeita justiça.

Consequências do Pecado.
Davi abandonou seus propósitos de rei e de líder em tempos de guerra. Sua ambição pela prosperidade c pelo conforto levou-o da vitória ao tormento. Por ter cometido adultério com Bate-Seba. sofreu as consequências de seu pecado, que destruíram sua família e sua nação.

A tentação muitas vezes se instala quando a vida de uma pessoa se encontra desprovida de sentido e objetivos. Algumas vezes pensamos que os prazeres pecaminosos e a isenção das limitações impostas por Deus nos proporcionarão uma sensação de vitalidade; o pecado, porém, cria um ciclo de sofrimentos que não compensa os prazeres passageiros que ele oferece.

 LUGARES CHAVE EM 2 SAMUEL 

1. Hebrom.
Após a morte de Saul, Davi mudou-se da cidade dos filisteus, Ziclaque, para Hebrom, onde foi coroado rei pela tribo de Judá. Porém, o restante de Israel apoiava o filho de Saul. Isbosete, a quem fizeram seu monarca em Maanaim. Como consequência houve guerra entro Judá e as demais tribos, até que Isbosete tosse morto. Então, todo povo reconheceu Davi como seu rei, e prometeu-lhe lealdade (1.1 — 5.5).

2. Jerusalém.
Uma das primeiras batalhas de Davi, como rei, foi travada em Sião (Jerusalém). O filho de Jessé e suas tropas tomaram a cidade de surpresa e ela se tornou a capital do reino. Foi para lá que Davi levou a Arca da Aliança e onde fez um pacto especial com Deus (5.6 - 7.29).

3. Gate.
Os filisteus eram constantes inimigos de Israel. Apesar disso, ofereceram refúgio a Davi quando precisou esconder-se de Saul (1 Sm 27). Mas quando o rei morreu e o filho de Jessé tornou-se o monarca, os filisteus planejaram derrota-lo. Em uma batalha nas proximidades de Jerusalém. Davi e suas tropas expulsaram-nos (5.17-25) que. no entanto, não foram completamente dominados até que o rei conquistasse sua maior cidade (8.1).

4. Moabe.
Durante a época dos juízes, Moabe controlava muitas cidades de Israel e exigia o pagamento de pesados tributos (Jz 3.12-30). Davi conquistou Moabe e, em troca, exigiu que lhe pagassem impostos (8.2).

5. Edom.
Embora os edomitas e israelitas fossem descendentes do mesmo ancestral, Isaque (Gn 25.19-23). eram inimigos de longa data. Davi derrotou os edonitas e
os obrigou a pagarem tributos (8.14).

6. Rabá.
Os amonitas insultaram a delegação de Davi e transformaram uma missão de paz em uma inflamada operação de guerra. Eles recrutaram tropas da Síria, mas Davi derrotou essa aliança, primeiro em Helã. Depois em Rabá, a capital (10.1 — 12.31).
7. Maanaim.
Davi conquistou grandes vitórias nos campos de batalha, mas teve problemas em casa. Seu filho Absalão incitou uma rebelião, e coroou-se rei em Hebrom. O filho de Jessé e seus soldados fugiram para Maanaim. Ao tender conselhos imprudentes. Absalão mobilizou seu exército para lutar contra seu pai (13.1 — 17.29).

8. Bosque de Efraim.
Os exércitos de Absalão e de Davi enfrentaram-se no bosque de Efraim. Os cabelos do filho de rei ficaram presos em uma árvore e Joabe. general de Davi. encontrou-o e matou-o. Com a morte de Absalão, a rebelião terminou e o filho
de Jessé foi novamente recebido em Jerusalém (18.1 —19.43).

9. Abel-Bete-Maaca.
Seba também incitou uma rebelião contra Davi. Ele fugiu para Abel-Bete-Maaca; porém Joabe, com uma pequena tropa, sitiou a cidade, e os habitantes o mataram (20.1 26). As vitórias de Davi estabeleceram o alicerce para o reinado pacífico de seu filho Salomão.

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[1] Bíblia de Estudo King James (BKL)
[2] Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal

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